Varejo alimentar cresce 5,1% no faturamento, mas alta é puxada pelo aumento dos preços
8/5/20262 min read


O varejo alimentar brasileiro registrou crescimento de 5,1% no faturamento entre janeiro e maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado positivo, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços dos produtos, enquanto o volume de vendas permaneceu praticamente estável.
Levantamento da Mtrix Market, empresa da NIQ, que acompanha o comportamento de compra no pequeno e médio varejo brasileiro, aponta que o preço médio dos produtos avançou 5,3%, enquanto o volume comercializado recuou 0,2%, evidenciando que o crescimento da receita está mais relacionado à inflação do que ao aumento do consumo.
Crescimento varia entre as regiões
Na análise por regiões, o Norte liderou o crescimento em faturamento, com alta de 9%, seguido pelo Nordeste, que registrou avanço de 5,9%, e pelo Sudeste, com crescimento de 5,4%.
Já o Sul apresentou expansão mais moderada, de 3,3%, enquanto o Centro-Oeste teve o menor desempenho do país, com alta de apenas 0,7% no período.
Maio registra queda no volume vendido
Os dados de maio mostram um cenário mais desafiador para o setor. No mês, o volume de vendas caiu 3,3%, enquanto o preço por volume aumentou 3,9%. Além disso, o tíquete médio por ponto de venda (PDV) registrou crescimento de 1,7%, indicando que os consumidores gastaram mais por compra, mesmo adquirindo quantidades menores de produtos.
Gestão eficiente ganha ainda mais importância
O levantamento reforça que o crescimento do faturamento do varejo alimentar continua sendo sustentado pela valorização dos preços, e não pelo aumento da demanda. Esse cenário exige que supermercadistas e varejistas invistam em uma gestão mais estratégica para manter a rentabilidade.
Entre as principais ações recomendadas estão a otimização do mix de produtos, políticas de precificação mais eficientes, controle rigoroso de custos e melhoria dos processos operacionais. Essas medidas podem ajudar as empresas a enfrentar um ambiente de consumo mais cauteloso e preservar as margens de lucro diante das oscilações do mercado.





















