Supermercados aceleram transformação digital e vendas online devem movimentar US$ 452 bilhões até 2028
8/5/20263 min read


A digitalização do varejo alimentar segue em ritmo acelerado e promete transformar definitivamente a forma como os consumidores fazem suas compras. Segundo o estudo "Digital Engagement Transforms Grocery Shopping 2026", desenvolvido pela NielsenIQ (NIQ) em parceria com a Food Industry Association (FMI), as vendas online de supermercados nos Estados Unidos devem alcançar US$ 452 bilhões até 2028, com uma taxa média de crescimento anual de 11,6%.
Embora o levantamento tenha como foco o mercado norte-americano, especialistas apontam que as tendências observadas já fazem parte da realidade do varejo brasileiro. Redes supermercadistas têm ampliado investimentos em aplicativos próprios, programas de fidelidade, entregas rápidas, sistemas de retirada em loja (click & collect), automação e inteligência artificial para oferecer uma experiência de compra mais prática, personalizada e integrada.
E-commerce se torna motor do crescimento
Os dados da pesquisa mostram que, em 2025, o comércio eletrônico foi responsável por aproximadamente 75% do crescimento em valor das vendas do setor supermercadista nos Estados Unidos, enquanto o desempenho das lojas físicas permaneceu praticamente estável.
A análise da NIQ revela que o ambiente digital deixou de ser apenas um canal complementar e passou a representar uma das principais alavancas de expansão para o varejo alimentar. Em diversas categorias, inclusive, o crescimento só foi possível graças às vendas realizadas pela internet. Sem esse desempenho, muitos segmentos apresentariam estabilidade ou até retração.
Esse cenário reforça a mudança no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais conveniência, rapidez e flexibilidade durante toda a jornada de compra.
Consumidor adota experiência omnichannel
Outro destaque do estudo é a consolidação da multicanalidade como novo padrão de consumo. Em 2025, 94% das famílias norte-americanas realizaram compras tanto em canais digitais quanto em lojas físicas, demonstrando que os consumidores já transitam naturalmente entre diferentes formatos.
Hoje, é comum que a jornada comece com uma pesquisa de preços no aplicativo ou no site, passe pela comparação entre ofertas, evolua para a compra online e seja finalizada com entrega em domicílio ou retirada na loja, de acordo com a necessidade do momento.
Essa integração entre o ambiente físico e digital vem redefinindo a estratégia das redes supermercadistas, que precisam oferecer uma experiência consistente em todos os pontos de contato com o cliente.
Tecnologia será decisiva para o setor
O levantamento também aponta que as expectativas dos consumidores estão cada vez mais elevadas. Entregas no mesmo dia, informações precisas sobre disponibilidade dos produtos, atualizações em tempo real dos estoques e conteúdos digitais completos já são considerados fatores importantes na decisão de compra.
Para atender essa demanda, supermercados vêm acelerando investimentos em tecnologia, logística e eficiência operacional, buscando reduzir custos e aumentar a satisfação dos clientes.
Inteligência artificial impulsiona a próxima fase do varejo
A pesquisa destaca que a próxima grande transformação do setor será impulsionada pela inteligência artificial. Ferramentas inteligentes já começam a ser utilizadas para criar listas automáticas de compras, recomendar produtos com base no histórico do consumidor, personalizar promoções, prever demandas e otimizar processos logísticos.
Além de melhorar a experiência do cliente, essas soluções ajudam os varejistas a aumentar a eficiência operacional, reduzir desperdícios e ampliar a fidelização dos consumidores.
Tendência também avança no Brasil
Embora os números apresentados sejam referentes ao mercado norte-americano, o movimento já é observado no Brasil. Grandes e médias redes vêm ampliando seus ecossistemas digitais por meio de aplicativos próprios, programas de benefícios, marketplaces, serviços de delivery e retirada em loja.
Com consumidores cada vez mais conectados e exigentes, especialistas avaliam que o diferencial competitivo dos supermercados deixará de estar apenas na presença digital e passará pela capacidade de integrar, de forma fluida, os canais físicos e online. O objetivo é oferecer uma jornada de compra mais rápida, personalizada, eficiente e conveniente, fortalecendo a fidelização dos clientes e impulsionando o crescimento do setor nos próximos anos.





















