Cesta básica sobe em várias capitais no primeiro semestre; Fortaleza tem maior alta
8/11/20262 min read


O preço da cesta básica aumentou em grande parte das capitais brasileiras nos primeiros seis meses de 2026. Fortaleza foi a cidade que registrou a maior alta no período, com avanço de 10,34% entre janeiro e junho.
Os dados são de um levantamento da Neogrid em parceria com a FGV IBRE e mostram que o aumento dos alimentos básicos continua pesando no orçamento das famílias.
Enquanto Fortaleza teve a maior alta do semestre, São Paulo terminou junho com a cesta básica mais cara do país, com valor médio de R$ 1.010,55. Foi a primeira vez que a média ultrapassou a marca de R$ 1 mil.
Em junho, o cenário foi um pouco mais equilibrado. Seis capitais registraram aumento nos preços, enquanto duas tiveram queda. Mesmo assim, os resultados do semestre mostram que os alimentos continuam sendo uma fonte importante de pressão sobre o custo de vida.
Curitiba e Rio de Janeiro tiveram queda
Nem todas as capitais registraram aumento no período. Curitiba e Rio de Janeiro foram as únicas que terminaram o primeiro semestre com queda acumulada no preço da cesta básica.
Em Curitiba, a redução foi de 3,1%. A cidade teve uma queda mais forte nos primeiros meses do ano, mas os preços voltaram a subir gradualmente depois.
Já Belo Horizonte apresentou alta de 6,2%, mas ainda terminou o período com a cesta básica mais barata entre as capitais analisadas.
Feijão e legumes ficaram entre os maiores vilões
Entre os alimentos que mais pressionaram os preços em junho estão o feijão e os legumes.
Em Manaus, os legumes tiveram alta de 39,78%, a maior variação registrada entre os produtos analisados.
Em Brasília, o feijão subiu 25,16%. Já em Fortaleza, a maior pressão veio da carne bovina, que teve aumento de 16,03%.
Em São Paulo e Salvador, o feijão e os legumes também apareceram entre os principais responsáveis pelo aumento da cesta básica.
Alguns alimentos ficaram mais baratos
Apesar da alta geral, alguns produtos registraram queda de preço e ajudaram a aliviar parte da pressão sobre os consumidores.
As frutas, o açúcar, o café e o leite UHT ficaram mais baratos em diferentes capitais.
Salvador teve a maior queda no preço das frutas, de 7,75%. Curitiba registrou a maior redução no café, com 6,24%, enquanto o Rio de Janeiro teve a maior queda no preço do açúcar, de 5,77%.
Mesmo com essas reduções, a queda de alguns produtos não foi suficiente para compensar o aumento registrado na maior parte das capitais durante o primeiro semestre.





















